QUEM SOU EU

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Cuiabá, MT, Brazil
Graduado em Propaganda e Marketing - Universidade Estácio de Sá (RJ) e Pós-Graduado em Gestão de Varejo - Universidade Candido Mendes (RJ). Iniciei minha vida profissional no segmento do Varejo. A partir deste período, curiosamente, a letra "S" passou a fazer parte da minha carreira. Atuei no Sindicato das Casas de Diversões (RJ), SESC/RJ - Secretário da Superintendência dos Centros de Atividades, SENAC/RJ - Coordenador de Projetos no Centro de Empreendedorismo e Comércio , SENAC/MT - Gerente da Unidade Operacional focada no segmento Varejista e no SENAI/MT na Unidade de Relações com o Mercado, contribuindo como Coordenador de Projetos Especiais.

segunda-feira, 16 de maio de 2016


Podemos considerar a música um produto? De certa maneira sim! Pois é encontrada nas principais prateleiras do mercado fonográfico. Algumas são compostas sob medidas, outras acompanham as tendências do mercado, e por fim algumas caem no tom dos ouvintes, sem muita propaganda.Em certos sucessos, o marketing tem papel fundamental, mediante a segmentação de mercado, ainda que muitos compositores não vejam desta forma, simplesmente criam o que sentem. Disponíveis nas principais gondolas, quer sejam, românticas, sambas, pagode, rock, pop, forró, axé, sertanejo, gospel... todas ao alcance das mãos e dos ouvidos, aguçando os mais variados sentimentos.
Algumas composições são customizadas de acordo com as exigências do cliente, ou seja, para um contexto de uma novela, um filme, um desenho, um país, um comercial e uma geração. Dentro deste compasso de produção, o segmento samba-enredo é o que exige mais do compositor, pois reúne pesquisa, história e pouco espaço de tempo para apresentar e encantar o tema na avenida.
Assim como acontece em algumas profissões compor é um dom. Cada um tem um modo particular de criação, de madrugada, na beira do rio, ao entardecer, com amigos... Mas o teor é o mesmo! Sentimento, vivência, momento e público-alvo. Como não lembrar de grandes compositores? Cartola, pessoa humilde, pouco estudo e composições marcantes; Chico Buarque, com suas letras visionárias femininas e de protestos; Roberto Carlos e Erasmo Carlos impregnados de amor e paixão; Renato Teixeira trazendo o campo para a cidade grande e Renato Russo resgatando a juventude da opressão e expondo o desejo de um novo Brasil.
Talvez muitos compositores, não tenham a dimensão, do quanto suas obras primas alcançam os mais variados púbicos demográficos, geográficos e psicográficos. No passado tínhamos um canal de distribuição bem restrito, apenas o rádio, televisão ou a venda do LP ou CD. Com advento da internet, a música rompeu fronteiras e ficou mais acessível, em alguns casos gratuitas, projetando compositores e cantores para carreiras nacionais e internacionais promissoras.
Acredito que todos nós temos uma música marcante em nossas vidas, ainda que esta, nos remeta a momentos de alegrias ou tristezas...a primeira namorada, o casamento, uma viagem, a morte de um ente, o nascimento do filho, o primeiro emprego, a distância de um amigo... e que não é diferente quando falamos de épocas marcantes do nosso Brasil.  Como não associar a música “Pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré à ditadura, a qual virou um hino para aquela geração? ou nas Diretas Já! Coração de Estudante de Milton Nascimento e Wagner Tiso? Canção das Américas de Milton Nascimento e Fernando Brant entoada na morte de Ayrton Senna? Love Of My Life na voz de Fred Mercury do grupo Queen, na primeira edição do Rock in Rio?
Nas últimas décadas e precisamente nos últimos dias fomos impactados, por uma coletânea de corrupções, delações, propinas e melódicas inocências. Levando mais uma vez o nosso querido Brasil a uma posição vexatória e despertando vários acordes nas capitais!
Mas, e hoje? Como diria o animador Silvio Santos: Em quantas notas. Eu pergunto. Qual é a música?
Podemos justificar a resposta, de forma não generalizada, na obra do compositor Bezerra da Silva, o qual entoava sambas, com boas doses de humor e críticas sociais. Dentre suas interpretações, Reunião de Bacana, composição de Ary do Cavaco, ecoa neste show de indignações:
“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão! Se gritar pega ladrão, não fica um! ”


Vanderlei Siqueira de Mendonça
Artigo publicado no Jornal A Gazeta,
Cuiabá/MT, abril 2016.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Saúde é o que interessa. O resto temos muita pressa!

Parece que uma epidemia “Propinalliana” está assolando a humanidade, nunca vi tantas notícias de fraudes, prisões, esquemas a níveis nacionais e mundiais tão alarmantes, parece que o mosquito “aedes desvius” está fora de controle. Ou pior, pessoas influentes estão sendo contagiadas, principalmente nas camadas sociais mais elevadas, não precisamente nesta ordem. Em recente pesquisa divulgada, descobriu-se que este poderoso inseto, além de água parada, gosta de gavetas, computadores e cofres. O mais intriganteé o poder de incubação do vírus nos infectados, pessoas com aparências ilibadas e quando menos espera-se a doença é descoberta, provocando febre alta monetária e falta de memória aguda.
Talvez o grande desafio, apontado por especialistas, é o tratamento, pois estes pacientes precisam ficar isolados da população em box ambulatoriais com dimensões de 2m2, muitos não conseguem dar prosseguimento, e sua cura acaba sendo interrompida, por antibióticos paliativos, tendo o nome científico de “Habeas Corpus”.
Em recente entrevista a TV, um doente alegou que há anos convive com este mal de forma bem sucedida e agora com os coquetéis “financeirius” acredita que terá uma sobrevida tranquila. Os cientistas cada vez mais intensificam as pesquisas. Desenvolveram, recentemente, em modernos laboratórios, uma tornozeleira que expele essências de andiroba, mas seu efeito ainda não foi totalmente comprovado e não teve uma boa aceitação por parte dos usuários, provocando efeitos colaterais de hibernação nas residências.
A Organização Mundial da Saúde ressalta que a única vacina eficaz no tratamento é investir em educação de qualidade, pois apesar dos efeitos colaterais nas próximas eleições, é a única solução no combate as dores de cabeça e arrependimentos. 
Já o governo alega não ter verbas para combater este terrível mal, pois segundo nota, de preferência de cem! Não dispõe de um efetivo de pessoal qualificado, informa que os focos até são identificados, porém não é um problema da atual gestão. Afirmam que os governos anteriores omitiram da sociedade esta epidemia e agora está se propagando desordenadamente.

Aqueles pacientes, que não dispõe de um plano de saúde e financeiro Suíço, utilizam-se de receitas caseiras passadas de pais para filhos, no combate a este terrível inseto, o famoso repelente de óleo de peroba, vendido nas boas farmácias do ramo. Sua aplicação é bastante utilizada durante entrevistas,delações, julgamentos e licitações.
Por isto, conclamo todos os brasileiros para evitarmos águas paradas pertos de Prefeituras, Câmaras Legislativas e Palácios de Governos. Com este simples gesto, eliminaremos os surtos virais de indignações.

Participe! O fim da picada é o recomeço de uma sociedade justa e digna!
Vanderlei S. Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing e Pós graduado em Gestão de Varejo

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Alô, alô Marciano! Aqui quem fala é da Terra!

Há um tempo, nossa inesquecível, Elis Regina, ligou para você falando do mundo conturbado em que vivia. Com uma frase marcante deste telefonema musical, sintetizou: “pra variar estamos em guerra, você nem imagina a loucura, o ser humano está na maior fissura”. Tivemos algumas mudanças políticas no decorrer do tempo, saímos de uma ditadura e passamos para uma democracia, um tanto nebulosa. Você talvez não entenda, mas nós terráqueos elegemos representantes para não representar nós eleitores.


Convivemos ainda, com fatos de troca de votos por cestas básicas, cargos públicos por recursos financeiros e aprovações em licitações por comissões astronômicas. O único delito que ainda tem risco de prisão é o não pagamento de pensão. Por isto, pense muito bem, antes de abduzir brasileiras!

 
Nesses anos luz, que você nos acompanha em súbitas aparições. Acredite! Saímos às ruas pelas Diretas Já, provocamos o impeachement de um Presidente, ganhamos cinco mundiais de futebol, perdemos grandes artistas dentre estes Raul Seixas, simpatizante dos ideais fora da camada atmosférica. Assistimos Marcos Pontes, único astronauta brasileiro, a conhecer de perto os mistérios das galáxias, além de presenciarmos as vitórias de Ayrton Senna, piloto de fórmula 1, que transformava simples carros em potentes foguetes.
 
Lembra de toda água potável vista aí de cima? Quem diria? Deixou de ser um lamento apenas do Nordeste e de Marte, pois agora o Estado de São Paulo sofre com a mesma escassez. Sei que você está literalmente sem palavras! Vendo o Brasil, um país deste imenso Planeta Terra, ser parcialmente devastado, com agressões ao meio ambiente e a falta de serviços públicos nas áreas de saúde, educação e segurança.
 
É isso mesmo não é conversa para ET dormir! Mesmo este país tendo, hospitais sem leitos disponíveis, médicos insuficientes para atendimentos, escolas e universidades sucateadas, educadores mal renumerados e estradas com crateras semelhantes às
 existentes na Lua. Mesmo com todos os problemas que nos acompanham há décadas, nossos governantes lunáticos assumiram o compromisso de criarem estádios dos mais variados formatos, os quais transformariam as capitais em sucursais da modernidade futurista. Triste sonho... viajaram na cauda do cometa!
 
 
Desculpe-me o desabafo! Passei um meteoro de informações em pouco tempo de conversa, mas fica o convite para assistir conosco a Copa do Mundo, pois não somos contra o esporte, pelo contrário somos apaixonados por futebol e estamos em busca da sexta estrela!Quanto a sua viagem e transporte, não se preocupe, apesar das obras estruturais inacabadas nos principais aeroportos. Colocamos a sua disposição nosso discoporto, localizado na região centro-oeste, para que sua nave fique em total segurança em quanto assiste ao maior evento interplanetário.

Artigo Publicado no Jornal A Gazeta, Maio 2014.
Vanderlei Siqueira de Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing e
Pós Graduado em Gestão do Varejo.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vamos colocar o preto no branco?


Nas últimas semanas perdemos Nelson Mandela, ou melhor, “Rolihlaha”, que na etnia xhosa significa “encrenqueiro”. Pode parecer estranho o significado do seu nome, que no sentido amplo da palavra seria “meter-se em encrenca”, mas que na minha humilde visão, trocaria por “luta por um ideal”. Foi isto que ele praticou ao longo de sua vida, muitas vezes reivindicando direitos nas ruas junto ao seu povo, em outras num “silêncio falante” de 27 anos de prisão, ou já liberto, no gesto marcante de sua presença na Copa do Mundo de Rúgbi, esporte praticado por “brancos”, promovendo e selando a união de raças no seu país.
Ao longo da nossa história mundial tivemos muitos líderes com ideais semelhantes. Martin Luther king Jr, também persistiu no ideal do fim da segregação, no fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos, praticando a desobediência civil não violenta do líder indiano Mahatma Gandhi. No Brasil tivemos o Zumbi dos Palmares, o qual não aceitou a opressão portuguesa.
Em tempos de copa de mundo, o esporte também tem seu papel preponderante na união e reunião de diferentes nações, em uma miscigenação de cores e alegria, mesmo que em certos casos seja momentâneo, como aconteceu em 1969 com o Santos de Pelé, pois em solo africano, conseguiu, mediante ao futebol, parar uma sangrenta guerra no leste da Nigéria, ficando este dia marcado como “guerra suspensa”.

Em se tratando da prática da virtude em ação, não podemos deixar de mencionar o presidente do Supremo Federal, Joaquim Barbosa, que em meio ao descrédito judiciário, resgatou a prática de uma justiça imparcial.
Percebemos que a liderança é nata, embora possa ser desenvolvida através da aprendizagem e da experiência, em um conjunto de atitudes e ações, que serão capazes de influenciar pessoas de forma positiva ou negativa. É triste quando, presenciamos, principalmente, na política, líderes com um passado de luta, perseverantes em seus pensamentos e nas suas obstinações em mudar o “mundo”, mas quando chegam ao ápice de sua carreira, deixam se levar pela ganância monetária e do poder. 
Sabemos que cada líder tem uma particularidade, uma causa, um sonho, um ideal, e que devemos ter discernimento como discípulos. No entanto que Mandela, seja exemplo para futuras gerações, independente de cor ou credo. Ele que era formado em Direito, um sabedor das Leis, lutou para que se cumprisse o preto no branco, ou seja, o preto da tinta no branco do papel, simplesmente perseverando pela “igualdade para todos”!
 
Vanderlei Siqueira de Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing
e pós-graduado em Varejo.
Artigo Publicado no Jornal A Gazeta - Cuiabá/MT, Dez/2013.


sábado, 30 de novembro de 2013

Toda ação gera uma reação

O mês de novembro é marcado pela Semana Global do Empreendedorismo participam deste movimento mais de 130 países, milhares de organizações e milhões de pessoas. Observamos que desde os primórdios da humanidade, o sentimento de inquietação de empreender já era bastante aguçado em algumas pessoas, são perfis visionários, que questionam, arriscam e fazem a diferença.

Prova disto foi o invento da roda, o invento do avião por Santos Dumont, a criação da lâmpada por Thomas Edison, o descobrimento da América por Cristóvão Colombo, ou ainda no campo social a implementação do microcrédito, sem exigência de garantias para pessoas em extrema pobreza, que rendeu ao bengalês Muhammad Yunus, o prêmio Nobel da Paz em 2006.

Fazendo uma analogia com a teoria de Isaac Newton, a qual preconiza que toda ação gera uma reação, podemos então adaptá-la ao campo pessoal e profissional. Mas primeiro devemos entender o que é ação: “ato ou efeito de agir” seguido de reação “resposta a uma ação por meio de outra”. Com a permissão do renomado cientista acrescentaria que toda ação gera uma reação tendo como resultado uma transformação, a qual pode ser positiva, como já citamos, ou negativa, como a bomba atômica.

Remetendo ao cenário empresarial, percebemos que este sentimento de criação e inovação, muita das vezes é confundido pelos nossos empreendedores, fato este comprovadamente percebido com o crescente número de empresas dos mais diversos segmentos sendo criadas, no Brasil e no mundo, pois confundem os sentimentos citados, com uma carta de alforria, buscam a liberdade e o enriquecimento rápido, na verdade predominam em seus corações o desejo de serem, simplesmente, “patrões”.

Com isto, enfrentam seus medos e desafios de “bolsos abertos”, obtendo sucesso ou fracasso, pois empregam suas economias em segmentos que desconhecem, sem a devida análise: perfil do cliente alvo, localização da empresa, fornecedores, canais de distribuição, carga tributária, estratégias comerciais, dentre outros. Mas isto só corrobora com o significado da palavra “empreendedor” (entrepreneur) de origem francesa significa aquele que assume riscos e começa algo novo.

Este cenário está mudando, estudos recentes comprovam que 50% das empresas encerravam suas atividades nos primeiros anos de vida, porém com a criação de órgãos e entidades de apoio ao empreendedor, com consultorias e cursos norteadores para a área, este índice de sobrevivência, atualmente, chegou a 76% nos dois primeiros anos de vida, um mérito perseguido. Vale ressaltar que instituições de ensino fundamental, médio e superior estão inserindo em suas grades disciplinares a referida matéria, como forma de preparar seus egressos em suas ambições criativas e inovadoras.

Este fato é relevante, pois é facilmente percebido, principalmente na tecnologia da informação, com a criação de empresas no desenvolvimento de sites, games, softwares, relacionamentos...que o diga Mark E. Zuckerberg, um dos fundadores do facebook, o qual dispensa comentários.

Resumindo, podemos afirmar que inovação, seria a junção da “ação” com o “novo” em criar uma necessidade ou uma novidade, a qual ninguém ousou pensar em desenvolver, podendo estar contida em processos, serviços, gestão, atendimento, design, produtos, tecnologia e etc.

E você o que está esperando? Transforme suas ideias em soluções sem perder a linha de ação, pois a perseverança é a reação do sucesso!
 Vanderlei S. Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
pós-graduado em Gestão do Varejo
vandermendonca@hotmail.com

Artigo Publicado no Jornal A Gazeta - Cuiabá/MT, Nov/2013.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Sonho da Esperança e o Pesadelo Social



Sonhei que estava sonhando, um sonho sonhado... um Brasil sem miséria, escravos libertos, presídios implodidos, analfabetismo erradicado, ensino e saúde pública qualificada, valorização do magistério,  ampla qualidade de vida, leis benéficas para a sociedade, políticos a serviço do povo, cultura para todas as classes sociais e reservas naturais preservadas.  Ai de mim! Falso sonho que eu sonhava... pois a realidade é outra, apesar de estarmos em evidência no cenário econômico, concretização de eventos mundiais, aumento do poder de compra, classes sociais em ascensão, superávit e produção recorde de alimentos. Isto não basta!

A desvalorização social é uma realidade, continuamos assistindo a seca e o sofrimento do povo nordestino, em plena era do boom agro tecnológico, somos impactados por notícias de trabalhadores sendo escravizados por um simples prato de comida, ou ainda crianças prostituindo-se por quantias ínfimas com aval dos genitores. Presídios cada vez mais lotados, com filhos que matam pais, pais que matam filhos, vidas sendo ceifadas por um simples celular, tênis de marca ou por discussões sem motivos relevantes. As drogas evoluindo nas mais diversas formas e imperando por todas as camadas sociais.

Na educação o medo caminha lado a lado, alunos dispostos a brigarem, literalmente, com professores, por razões banais, somados ao descaso profissional e salarial pelos poderes públicos. Presenciamos as criações das mais variadas “bolsas” pelos governos, no entanto os recursos para uma educação qualificada e estruturada, ainda é uma utopia. Atualmente a educação gratuita gera comparações pelos melhores benefícios e não pela qualidade do ensino.
Em relação à saúde sofremos com o descaso dos governantes, leitos sendo disponibilizados no chão e operações realizadas, numa espécie de roleta russa, em alguns casos equipamentos novos e encaixotados depreciando com o tempo. A busca constante pela inserção e permanência no mercado de trabalho criando o estresse, como consequência a depressão culminando de forma silenciosa, gerando o abatimento moral e físico com impactos nos setores produtivos e sociais. O ter é mais valorizado do que o ser!
No segmento político, “nossos representantes”, na grande maioria, legislam em causa própria ou para entidades coniventes. Faltam incentivos fiscais para o turismo nacional, pois muitas das vezes as viagens internacionais são mais econômicas, gerando o desconhecimento da grandiosidade e riqueza deste imenso Brasil. O acesso à cultura é limitado para poucos!

Quanto à questão ambiental, percebemos que a população está mais consciente da importância de preservar nossa biodiversidade, porém na prática ainda temos muito por fazer, para que a geração futura tenha um planeta mais verde. Nos meados da década de 70, Roberto e Erasmo Carlos já cantavam e sonhavam com a preservação do meio ambiente, a chamada ecologia, mas segundo alguns diretores de renomadas gravadoras, baleias e natureza não compravam discos! Em prol do nosso planeta, ONGS foram criadas, pelos mais variados artistas, dentre eles Sting e Bono Vox, sendo abraçadas e reverenciadas pelos brasileiros. Em recente show artístico, Erasmo disse que descobriu que o grande erro da dupla, simplesmente, foi não expressar seus ideais em inglês, talvez a questão ambiental, fosse discutida precocemente.

Para que não continuemos a ter pesadelos em nossa história política e social, a educação, saúde e cultura devem ser prioridades para a evolução de um país digno e justo.

Ai de mim! Eu sonhei que não sonhava... mais sonhei!!

Vanderlei S. Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing
Pós-graduado em Gestão de Varejo
Artigo publicado no Jornal A Gazeta - Cuiabá/MT - junho 2013

sábado, 9 de junho de 2012

Cliente sujeito. Atendimento, predicado de sucesso!


Com o advento da globalização somos impactados a todo instante por quaisquer produtos ou serviços, sejam internacionais ou nacionais. O consumidor tem o poder de escolher: o quê, aonde, com quem e de que forma comprar.
Com isto o ato de “vender” tornou-se uma arte, temos que ser verdadeiros artistas e oferecer ao respeitável público um show de atendimento. Imagino que vocês devem estar afirmando, “Isto é uma utopia!” Afirmo, porém que isto é uma realidade, aquela imagem do passado, que um bom vendedor era o que tirava mais pedidos, e que seu objeto direto, unicamente, era empurrar o produto para o consumidor, saiu de cena. 
Neste novo cenário surgiu a prática da venda consultiva, o atendente ou vendedor devem estar atualizados com o possível mercado, bens e serviços que representam, emitindo indicativos com diagnósticos e não opiniões para seus clientes. É isso mesmo! O ato de atender e vender, primeiramente deve ter qualidade, para que a quantidade seja consequência de todo o processo. Sam Walton, sujeito simples e fundador da rede varejista Wall Mart, afirmou: “Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo simplesmente gastando seu dinheiro em outro lugar”.
Pesquisas desenvolvidas identificaram que quando o consumidor é mal atendido, eles pensam que se queixar não vai resolver nada, reclamar é difícil e não se sente bem reclamando, ou seja, é mais fácil trocar de empresa ou de produto do que reclamar. Muitas empresas, ainda tem uma visão negativa da reclamação, não veem com isto uma oportunidade positiva, de se adequar as suas expectativas e consequentemente fidelizá-lo.
Falamos tanto em atendimento e relacionamento com o cliente, parece até que isto é uma novidade, não é mesmo?  No entanto, sua prática acontece há muito tempo. O Sr. Manuel, o português, dono da padaria da esquina, já dispunha de um caderninho com as devidas anotações do cliente. Com isto conseguia avisar das novas mercadorias, desejava felicitações, cobrava sutilmente seus devedores e muito mais. Atualmente, não temos mais os “caderninhos”, mas dispomos de softwares capazes de identificar atuais e futuros clientes, reter históricos de compras, desenvolver campanhas de marketing direto, tornar seu produto ou serviço conhecido e acessível, e agilizar pagamentos com segurança. Mas diante de tanta tecnologia, o capital humano, ainda faz a diferença?
Lógico que sim! Existem ações imprescindíveis que na verdade não custam nada: Um sorriso no rosto, agir com honestidade, cumprimentar o cliente, chamá-lo pelo nome, conhecer seus gostos e suas preferências, atitudes que se fizerem parte do cotidiano, gera um relacionamento e um ambiente favorável para a frequência constante dele na empresa, permitindo assim sua fidelidade, objetivo este perseguido ao pé da letra, em todo tipo de negócio.
Como está a prática dos verbos conhecer, servir, fidelizar, surpreender e ouvir na sua empresa? Lembre-se que o detalhe sempre faz a diferença no presente! Um bom atendimento faz a empresa ter sucesso no presente e no futuro!

Vanderlei Siqueira de Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
pós-graduado em Gestão do Varejo.
Artigo publicado na Revista SindPetróleo - Cuiabá/MT - junho 2012

Será que sua comunicação tem sentido?

Ao longo da nossa história constatamos o poder e a influência da comunicação: O homem da caverna já expressava através de escritas rupestres suas mensagens; Pero Vaz de Caminha, por intermédio de uma carta narrou para Dom Manuel, Rei de Portugal, as belezas e riquezas naturais do nosso Brasil, provocando assim a curiosidade da Corte e, por conseguinte a exploração do nosso país; Dom Pedro I através do grito “Independência ou Morte” proclamou a independência do Brasil, e em 1989 de forma coesa “os caras-pintadas” expressaram seus descontentamentos com as atitudes do governo, e conclamaram a Sociedade pelo impeachement do Pres. Fernando Collor.  
Na relação comercial, cliente e empresa, estamos na era democrática, o consumidor pode exprimir suas opiniões e reclamações através do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), e em algumas organizações investiram mais além, implantaram o canal de Ouvidoria, grande parte com atendimentos ao cliente via web em tempo real. Dentro deste contexto, não podemos deixar de falar das redes sociais, as quais se tornaram poderosas ferramentas de relacionamentos e até de convocações e protestos, como foi “O Dia do Basta!” realizado em todas as Capitais do Brasil em repúdio à corrupção. Quem não se lembra da frase "Menos Luíza, que está no Canadá"? Que virou hit na internet, a qual provocou um verdadeiro marketing viral, pois de uma simples propaganda criada para o segmento imobiliário em João Pessoa/PB, propagou para vários países.
De uma forma resumida podemos falar que o processo de comunicação envolve: Emissor, Mensagem e Receptor. Os quais sofrem interferência direta ou indiretamente dos cinco sentidos na propagação da mensagem, facilitando assim, o entendimento entre ambas as partes. Por exemplo, pela visão - quantos de nós pelo olhar de nossos pais entendemos a mensagem de desagrado ou aceitação? Ou ainda pelo olfato e paladar, através de um simples aroma imaginamos em nosso inconsciente o sabor agradável do alimento e, por conseguinte somos levados a experimentá-lo; pelo tato podemos contemplar a sutileza, textura e perfeição de um determinado produto e seu elevado design, e finalmente pela audição distinguimos uma sonoridade agradável ou não.
Percebemos o quanto a comunicação é importante em nossas vidas, e que os ruídos ou as falhas nas mensagens, são constantes, principalmente em nossas relações, quer seja pessoal ou profissional. O nosso inesquecível comunicador e apresentador, “Chacrinha – O Velho Guerreiro”, já conclamava, “Quem não se comunica, se trumbica”.  Porém não basta apenas comunicar, devemos expressar nossa mensagem de forma eficiente e eficaz.  Às vezes uma vírgula muda todo o contexto, um comunicado escrito de forma incorreta leva a empresa à falência, uma mensagem mal entendida acaba com um relacionamento, e um produto ou serviço, sem planejamento de divulgação, evidentemente, não conseguirá atingir seu público-alvo.
Geralmente esta relação das empresas com o público-alvo está sob a responsabilidade do setor de Marketing, o qual deverá trabalhar de forma sutil e cognitiva os cinco sentidos, tendo como objetivo atingir o hemisfério direito do cérebro (lado da emoção), em contraste as mensagens que atingem o hemisfério esquerdo (o lado da razão) do possível cliente, efetivando assim o “Marketing Sensorial”.
Os setores que nos últimos anos vem investindo, grandiosamente, nesta área são os de comércio, bens, serviços e turismo, que na sua maior parte, ainda tem seu cliente na forma presencial, daí a importância de “comunicar, e bem, a ação”. Em outras palavras, seria comunicar ao seu cliente que o espaço (loja, supermercado, shopping, hotel, consultório, escritório, entre outros) foi criado especialmente para ele! O cliente tem que perceber a diferença de “atmosfera”, com isto a compra ou a venda será uma consequência.

As empresas perceberam que estes fatores cognitivos, bem trabalhados, podem ser decisivos no momento da compra de um determinado bem ou serviço: Hering, Nike,
Hewlett-Packard, Times de Futebol, dentre outras, estão trabalhando muito bem os sentidos, através de lojas “Store” (conceito). A concepção do espaço é todo pensado no público-alvo, criando ambientes temáticos, dedicados à exposição, demonstração e venda dos produtos, tendo ainda em seus interiores a predominância de aromas personalizados e sonoridades adequadas aos perfis de idade, obtendo assim um feedback imediato do consumidor e consequentemente sua fidelização, além de trabalhar a marca no inconsciente do cliente.
Podemos concluir que em quaisquer ramos de negócio, devemos estar atentos, em/a todos os “sentidos”, e quem sabe desenvolvendo o sexto sentido, ou seja, a porção do subconsciente como imaginação criadora, pressentindo necessidades e desejos dos clientes, em relação aos produtos ou serviços oferecidos, proporcionando momentos inesquecíveis.
Pois bem, em que “sentido” está sendo trabalhada a comunicação e a atmosfera da sua empresa? Seus colaboradores e clientes estão exalando satisfação ou reclamação?

Vanderlei Siqueira de Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
Pós-graduado em Gestão do Varejo
 e Gerente do SENAC/MT.
Artigo publicado na Revista Star Bem - Cuiabá/MT - novembro 2012

Velhos Rumos, Novos Mares.

Fico imaginando as grandes personalidades do passado, vivendo no mundo atual: Cristovão Colombo compartilharia suas viagens e conquistas no Facebook; Tiradentes convocaria seus seguidores pelo twitter para realização da Inconfidência Mineira; A Princesa Isabel que escrevia em diários, hoje teria um blog com opiniões e argumentos sobre a libertação dos escravos; Santos Dumont divulgaria seus inventos no Orkut; e o mascate ou caixeiro viajante, teriam suas ações mercadológicas integradas com sites de vendas coletivas.


A estabilidade econômica e a ascensão das classes sociais possibilitaram a aquisição de produtos eletrônicos e de informática com preços acessíveis, tornando assim o computador um equipamento popular nos lares e essencial nas empresas. Outro fator predominante foi a forte concorrência entre as operadoras telefônicas, que garantiu um maior acesso à banda larga, além da criação de inúmeros projetos de inclusão digital, realizados por entidades Privadas, ONGs e Governos.
Diante do progresso tecnológico surgem amplas oportunidades, tanto para o empresário, quanto para o cliente, o chamado: e-commerce ou comércio eletrônico. Pesquisas realizadas conseguiram pescar os seguintes dados relativos a este setor: Os itens mais
vendidos
- 1º eletrodomésticos, 2º Informática, 3º eletrônicos, 4º saúde e beleza, 5º modas e acessórios e 6º livros e revistas.;
Média de valores gastos por compra
(Ticket médio)
R$ 350,00;  Ranking de compras por região – 1º Sudeste, 2º Sul, 3º Norte 4º Centro-Oeste e 5º Nordeste; Consumidores por idades, entre 35 e 49 anos (38%), entre 25 e 34 anos (32%), 50 e 64 anos (16%), entre 18 e 24 anos (11%); mais de 64 anos (2%) e até 17 anos (1%) Compras por público em geral ainda predomina o sexo masculino, no entanto em Compras coletivas (64%) feminino e (36%) masculino. (Fonte: E-bit e IPEA)
Diante das pesquisas e dos fatores citados, comprovamos que os atuais e futuros empresários estão embarcando nesta onda, criando lojas virtuais dos mais variados segmentos. Com este promissor canal comercial em alta, as margens são positivas para os dois lados, para o cliente que pode comprar de qualquer lugar e a todo o momento produtos nacionais e internacionais com preços reduzidos. Para o empresário, que diante dos índices menores de tributos, pode oferecer bens e/ou serviços competitivos, além do fator inadimplência ser bem menor, levando em conta que a maioria das operações são efetuadas por meio de cartões de débitos e créditos.
 Àquela velha desconfiança do consumidor em efetuar compras pela internet, com medos dos supostos piratas, sofreu mudanças significativas, diante das ferramentas de segurança disponíveis. Quem compartilha desta opinião, são os clientes que buscam praticidade e agilidade, pois mediante pesquisas on-line, obtém em certos casos, diferenças expressivas na compra de certos produtos ou serviços.
Mas os marinheiros de primeira viagem devem estar pensando... como ter sucesso neste mercado virtual? ....Ou como nadar e não morrer na praia? Assim como em uma loja física (layout do site) devem estar ancorados no atendimento (telemarketing), na disposição das mercadorias (banners, imagens e descrição dos produtos), nas formas de pagamento (boletos e cartões) e principalmente na logística (entrega em domicílio), fatores estes imprescindíveis para a empresa não ficar à deriva, porém o elo de comunicação com o cliente é comum a todos, ou seja, um simples monitor.
Neste segmento as ações de marketing tornam-se mais assertivas, já que a maioria retém as informações dos clientes, com foco nos perfis demográficos e psicográficos, possibilitando estratégias eficientes e eficazes, utilizando-se de e-mail marketing, teaser, mídias sociais, entre outras. Mas, o grande diferencial competitivo, continuará sendo as estratégias criativas e inovadoras, pois só assim conseguirão curtir o sucesso da “telinha”.
Finalizando meus devaneios além-mar, o renomado escritor Fernando Pessoa, editaria em seu e-book o poema: “Navegar é Preciso”...desde que seja na internet!


Vanderlei Siqueira de Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
Pós-graduado em Gestão do Varejo.
Artigo publicado no Jornal A Gazeta - Cuiabá/MT - maio 2012

Verde que te quero verde!

O homem do campo de uma forma geral sempre teve que gerir sua subsistência, quer seja de forma escrava e exploratória pelos senhores feudais, quer seja, atualmente, de forma financeira/econômica pelos senhores banqueiros e latifundiários. No passado, visto apenas como um “caipira”, fomentando pequenas colheitas. No presente, ainda que em escala pequena, empresário do campo, gerando o agronegócio.
Sabemos que este rincão brasileiro, infelizmente, ainda é manipulado pelos grandes políticos/empresários que criam emendas para seu próprio bem-estar e de suas propriedades e negócios, sem importar na vida de gado que o povo muita das vezes vive, e que em certas fazendas o gado vive melhor do que o povo.

 
Por outro lado, nunca se investiu tanto na agricultura: máquinas imponentes desbravando terras e propiciando a colheita em tempos recordes; pesquisas regulares e intensivas em novas tecnologias e biogenéticas; mapeamento do solo; safras batendo altíssimos recordes; Leis regulamentares para o uso e proteção do nosso meio ambiente; programas de TV sobre o tema; bolsa de valores específicas; desenvolvimento de agrotóxicos com efeitos moderados; o cavalo sendo trocado pela motocicleta, e até a música sertaneja rompendo fronteiras e chegando fortemente nas grandes metrópoles. Este é o Brasil que nos últimos anos sempre esteve nas manchetes nacionais e internacionais, demonstrando que a vocação para ser celeiro do mundo tem lá suas verdades, pois é de grão em grão que o nosso país está entre as seis economias mais importantes do mundo.

Como consequência, as palavras Ecologia e Bem-Estar, nunca estiveram com tanta frequência na mídia, quer seja na prática de exercícios e cuidados com a saúde, na produção de alimentos orgânicos, em pesquisas de biocombustíveis, na coleta seletiva do lixo, no uso adequado e moderado da água, e nas empresas de comércio e indústria desenvolvendo novos produtos, alinhados com as melhores práticas do chamado Marketing Verde. Sabemos que ainda não estamos em um país perfeito, mas com estas ações o Brasil demonstra, mais uma vez, toda sua preocupação com o meio ambiente. Prova disto que sediaremos, em junho, no Estado do Rio de Janeiro, a Rio+20, com a presença dos Chefes de Estados dos mais variados países, a qual deve culminar, no desenvolvimento de programas e metas ambientais, propiciando um futuro melhor e saudável para nossos filhos e netos.
Mas nem tudo é perfeito, na lavoura da educação, ainda somos impactados por uma praga, chamada “descaso público”. Segundo dados do Ministério da Educação, 23,18% dos que vivem no campo e têm mais de 15 anos são analfabetos e 50,95% não concluíram o ensino fundamental - Fonte: Agência Brasil. Porém caminhamos para mudar esta dura realidade, e quem sabe trocarmos o chapéu de palha pelo capelo, com o nascimento de um Projeto, que pode fazer brotar a Educação nos campos, mais longínquos deste imenso Brasil.
O Governo Federal lançou o PRONACAMPO (Programa Nacional de Educação no Campo) que ampliará novos horizontes para a população rural, o qual tem por objetivo, construir e reformar escolas, implementar bibliotecas e laboratórios de informática, capacitar instrutores, formar agricultores em universidades e em cursos técnicos, ampliando conhecimentos, e consequentemente aumentando a produtividade nas pequenas, médias e grandes propriedades.
Vamos torcer, pela redução da evasão rural, pelo desenvolvimento dos pequenos municípios, pela competitividade no mercado nacional e mundial, semeando novos sonhos e colhendo o produto base para nossa evolução como pessoa e ser humano, a Educação.
Ficaremos na torcida, ecoando um só cântico, “A gente não quer só comida, a gente quer comida, educação, diversão e arte”, pois em tempos de Copa do Mundo devemos estar com o nosso time preparado... no campo!


Vanderlei Siqueira de Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing e Pós-graduado em Gestão do Varejo
Artigo publicado no Jornal A Gazeta - Cuiabá/MT - março 2012

sábado, 3 de setembro de 2011

Tempos de mudanças. Quem tem olho grande mora na China!

Segundo os críticos a década de 80 foi a mais produtiva e criativa para a música nos gêneros Pop e Rock, tivemos o surgimento de várias Bandas: Legião Urbana, Titãs, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Heróis da Resistência, Nenhum de Nós, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, entre outras, as quais expressaram como ninguém, nossos sentimentos e angústias, além é claro da primeira edição do Rock in Rio.
Concordo em gênero, letra e melodia com os analistas, e que bom que fiz parte desta geração! No entanto, também acrescentaria sambas enredos memoráveis, como o da Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis, que em 1981, veio para avenida com o enredo “Carnaval do Brasil, A Oitava das Sete Maravilhas do Mundo” tendo como refrão... “E a muralha de longe fascina. Quem tem olho grande não entra na China”. Que sutileza de refrão, acompanhado de um poder inquestionável de fixação em nosso inconsciente. Infelizmente neste ano, ela ficou com o vice-campeonato, pois a campeã foi a Imperatriz Leopoldinense tendo no samba enredo o refrão... “Eu vou embora. Vou no trem da alegria. Ser feliz um dia. Todo dia é dia”.
Nesta década também tivemos fatos marcantes, em âmbito nacional e político, o movimento das Diretas Já! A eleição de forma indireta de Tancredo Neves à Presidência, porém morreu antes de assumir; a criação da nova Constituição Brasileira; a criação de vários Estados: Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins, o fim da Ditadura Militar no Brasil, entre outros.
Para nossa alegria, sabemos que muita coisa mudou, inclusive, hoje temos a honra de ter o Cristo Redentor fazendo parte das Sete Maravilhas do Mundo. Por outro lado, a vergonha de saber que o “trem da alegria” continua a apitar do Oiapoque ao Xuí, transportando “figuras ilustres” que barganham o dinheiro que pagamos de impostos em benefícios próprios ou de familiares, nas mais variadas estações deste nosso imenso Brasil.
Quem não se recorda, desta década fascinante, marcada também por períodos de crise, de planos considerados infalíveis para conter a inflação? Que bom que crescemos nas crises e temos, atualmente, um País competitivo e em pleno desenvolvimento. Prova disto, que o mês de julho 2011 as exportações brasileiras alcançaram o valor de US$ 22,252 bilhões, registrando um aumento de 31,9%, em comparação com mês de julho de 2010. (Fonte: www.mdic.gov.br/estatisticasdocomercioexterior)
Mas o que é crise? Segundo os chineses - o termo "crise" se escreve com dois ideogramas. Um deles sozinho significa “perigo” e o outro, também sozinho, significa “oportunidade”, mas ambos unidos representam a palavra "Crise". Ou seja, ela deve ser vista como um "perigo" iminente, mas também pode, e deve, ser encarada como uma grande "oportunidade" de aprendizado. (Fonte: Wikipédia)
Conta-se uma estória que dois vendedores, representantes comerciais, de uma conceituada empresa de sapatos foram enviados à África, por decisão do Presidente da Organização, com objetivo de vender seus produtos. O primeiro vendedor (vamos chamá-lo de crise), voltou imediatamente, alegando para seu superior que não existe clientes com o perfil desejável para compras, pois os africanos não usam sapatos. O segundo (popularmente conhecido pelo nome de oportunidade), no entanto, ligou eufórico para seu supervisor de vendas, requisitando um volume expressivo de pares, pois os africanos acharam o máximo a ideia de não andarem mais descalços.
Estórias à parte, isto é facilmente vivenciado no cenário empresarial. Vejamos o exemplo do “apagão”, crise para as empresas que fabricavam chuveiro elétrico, e oportunidade para empresas fabricantes de velas. Em outras palavras e comercialmente falando, muita das vezes o que é crise para uns pode ser oportunidade para outros.
Atualmente, a China mostra claramente este paradoxo, que nos permite tirar várias lições de otimismo e superação, e o quanto o povo chinês leva isto a sério. Não vamos entrar no mérito do comunismo, mas temos que admitir e refletir como evoluiram com os erros e sobreviveram com as oportunidades. De uma economia rural há 30 anos para um dos países mais ricos do mundo em 2011.
Atualmente, estamos presenciando uma crise econômica pela Europa e Estados Unidos, literalmente fragilizados, porém por outro lado uma China de “olho grande” aproveitando as grandes oportunidades de negócios no mercado mundial, tendo como “fiel escudeiro” um dragão, expelindo produtos competitivos, insaciável por investimentos, e ainda com energia de sobra para derrubar muralhas e blocos econômicos.
Lembram do refrão motivador da Beija Flor? O qual é entoado na concentração? Pois bem, caso seja reeditado o samba enredo de 81 no próximo carnaval e levando em conta a quebra de hegemonias econômicas, acredito que o puxador da escola, Neguinho da Beija Flor, talvez tenha que adaptá-lo à realidade:

....Olha a China aí geeente! Chora Estados Unidos!

Vanderlei S. Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
pós-graduado em Gestão do Varejo e Gerente do SENAC Varejo/MT
Artigo publicado no Jornal A Gazeta - Cuiabá/MT - maio 2011

Da Ciência ao Comércio. Da Teoria a Prática!

Em toda a história da civilização o homem sempre produziu sua subsistência e posteriormente um excedente, com a finalidade de trocar ou vender. Essa relação demonstra claramente uma negociação, o comércio.
No decorrer do tempo o homem promoveu uma série de evoluções, dentre estas à criação de mecanismos comerciais para facilitar o fluxo de mercadorias, tendo assim colaborado no desenvolvimento das sociedades, com a criação de estradas, ferrovias, portos, pontes, novas tecnologias, dentre outras variáveis, com o objetivo de atender e entender o consumidor, adaptando produtos à sua realidade de desejos e necessidades, fatos estes amplamente executados com a globalização.
Fazendo uma analogia entre o comércio e a Teoria da Origem das Espécies, escrita por Charles Darwin[1], como forma de mostrar todo o dinamismo existente entre ambos. Destaco alguns trechos descritos pelo cientista que servirão de base para este artigo:
“- No entanto, o que se observa na natureza é que tais populações não variam muito em tamanho estando o ambiente em equilíbrio”... “Espera-se que vários dos novos indivíduos acrescidos a essas populações não cheguem a sobreviver até a fase adulta”... “Deve haver, então, entre eles uma luta pela existência e apenas aqueles mais adaptados ao ambiente onde vivem conseguirão se reproduzir e passar essas características para frente”.
O cientista ainda ressalta que “levando em consideração que apenas aqueles seres portadores das características mais adaptativas conseguirão chegar à fase adulta e se reproduzir, cada vez mais as novas gerações acumularão variações vantajosas para viver naquele ambiente específico.”
Traçando um comparativo percebemos vários fatores implícitos entre a Teoria citada e o ambiente empresarial: Concorrência; Comodismo; Experiência de Mercado; Estratégias e Visão Holística.
O varejo, dos tempos de concorrência simples, baseada no preço, está ficando para trás. Segundo [2]Philip Kotler, especialista em Marketing, “ter baixos preços não é suficiente para se construir um empreendimento viável, é preciso agregar qualidade e atendimento para que o cliente sinta que está comprando com base no valor.”
Os empresários deverão se adequar ao modelo de criação de valores para seus clientes, o que implica em maximizar benefícios valiosos, minimizar os custos, e adotar algum diferencial em relação aos concorrentes, diferencial esse que esteja em “mutação” constante para não ser imitado.
A intensa competitividade devido ao surgimento de novos formatos (Ex.: Atacarejo) e de novas tecnologias (Ex.: Merchandisings eletrônicos, RFID, vending machines), acrescidas das mudanças nas necessidades e exigências do cliente, estão forçando o setor a dedicarem mais atenção às estratégias de curto e médio prazo.
Devido ao alto dinamismo do setor, isto permite que pequenos e grandes estejam competindo num mesmo mercado, mas sem sombra de dúvida não será o grande que vencerá o pequeno, mas o lento que perderá do rápido. A empresa que tiver velocidade para acompanhar o que o mercado quer conseguirá manter e aumentar sua fatia de participação no mercado, ou seja, seu market share.
Atualmente percebemos grandes grupos investindo valores astronômicos em mídias e em constantes promoções. Mas existem ações que se tornam verdadeiras armas para os pequenos e que normalmente os grandes, ainda têm, dificuldades de perceberem seus valores ou aplicarem seus conceitos.
Àquelas que mais conseguem resultados na verdade não custam nada: Colocar um sorriso no rosto, agir com honestidade, cumprimentar o cliente, chamá-lo pelo nome, conhecer seus gostos e suas preferências, atitudes que se fizerem parte do cotidiano, geram um relacionamento e um ambiente favorável para a freqüência constante dele na empresa, permitindo assim sua fidelidade, objetivo este perseguido em todo tipo de negócio.
Enfim, as organizações para sobreviverem têm que estar atentas a “evolução” do mercado e as constantes “metamorfoses”, acompanhando o “ciclo de vida” de seus produtos e serviços, com o objetivo de alinhá-los aos comportamentos e aos perfis de seus atuais e futuros clientes, hoje cada vez mais exigentes e seletivos.
Não fique apenas na “teoria”. Coloque seus objetivos em “prática”, ou você prefere constar na lista de empresas em extinção?
Vanderlei S. Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
pós-graduado em Gestão do Varejo e Gerente do SENAC Varejo/MT
Artigo publicado na Revista Paralelo 16 - Cuiabá/MT - setembro 2011


[1] A Origem das Espécies (em inglês: On the Origin of Species), do naturalista britânico Charles Darwin, é um dos livros mais importantes da história da ciência, apresentando a Teoria da Evolução, base de toda biologia moderna. Fonte: Wikipédia.
[2] KOTLER, P. Administração de Marketing, 2007.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Yes, nós somos criativos. Qualificados somos vencedores!

               A criatividade está presente desde os primórdios da humanidade quando o homem, querendo melhorar o transporte de pessoas e cargas pesadas, inventou a roda!

               Podemos citar vários “inventores nacionais”, ou seria melhor “empreendedores nacionais”? Pois bem, ilustres pessoas que talvez nunca tivessem imaginado que seus inventos ou suas criatividades empreendedoras poderiam render tantos frutos.

               Santos Dumont inventou o avião quando ninguém imaginava voar: Dodô e Osmar em cima de uma velha caminhonete, cheia de alto falantes ligados a instrumentos elétricos criaram o precursor dos atuais trios elétricos; Nelson Guilherme Bardini, engenheiro da Telebrás, criou o cartão telefônico, amplamente utilizado nos populares “orelhões”, e também não podemos esquecer do Juiz Eleitoral Carlos Prudêncio, mentor intelectual da urna eletrônica e do atual voto eletrônico, tecnologia, amplamente, requisitada por vários países. (Fonte: Wikipédia)

               Remetendo à nossa “realidade empresarial”, podemos afirmar que o grande diferencial competitivo é e continuará sendo “inovação e criatividade”. As organizações cada vez mais terão que, desenvolver o Marketing Lateral, ou seja, desenvolver produtos e serviços inovadores para o mercado, que atendam as necessidades, desejos e públicos-alvos nunca atingidos. De nada adianta lançar um produto inovador, se o cliente não vê praticidade em seu uso.

O segmento de varejo tem que estar atento a quatro fatores primordiais: Design, Atendimento/Relacionamento, Tecnologia e Equipe de Colaboradores, principalmente nos pontos de vendas, onde muitas das vezes, grande parte das compras efetuadas pelos clientes não são planejadas, são feitas por impulso.

               O Design – dentro do composto de produto, é de grande importância, pois alia qualidade e competitividade, através da embalagem, da praticidade, das cores, seduzindo, assim o consumidor no momento da compra, podendo ser o grande diferencial do sucesso da marca. Devemos, também, nos destacar dos concorrentes criando um ambiente de compra agradável com uma atmosfera dinâmica e criativa, aumentando assim o tempo de permanência do cliente em sua organização e tendo como conseqüência, a geração de um volume maior de compras.

               O Atendimento/Relacionamento – cada vez mais tem que estar inserido na relação Indústria – Atacadista – Varejista – Cliente. Será o elo de grandes negociações, fidelizações, preços e prazos. Os Sac’s e os relevantes feedbacks, que eles possibilitam, contribuem cada vez mais, para que serviços e produtos sejam criados e muita das vezes aprimorados através de recall.

               A Tecnologia – não podemos ficar desatentos às inovações tecnológicas que praticamente a cada dia, a cada momento surgem impondo uma atualização constante em nossas vidas, conseqüência da globalização e que o varejo tem  absorvido tão bem, em seus pontos de vendas, através RFID, vending machines, quiosques interativos, monitores touch screen, tablóides eletrônicos, softwares dos mais variados... Itens que podem alavancar as vendas.

               Mas diante de tanta tecnologia, o capital humano, ainda faz a diferença?

               Acreditamos que sim, hoje as grandes organizações estão percebendo que precisam investir na capacitação dos seus colaboradores, pois é o atendimento, a negociação, o relacionamento com o cliente que fará toda a diferença no fechamento da venda. Àquele velho discurso “Pra que investir em treinamento, isto é um custo a mais!” está mudando para, “Vou investir em minha equipe, pois será um benefício para empresa!”.

               A tecnologia pode até encurtar vários caminhos, identificando seus clientes, retendo históricos de compras, preferências, agilizando pagamentos, tornando seu produto conhecido e acessível. Mas, tecnologia, gestão e equipe terão que caminhar juntos!

               Enfim, as organizações para sobreviverem têm que estar atentas ao mercado e  as suas constantes mudanças, desenvolvendo e aprimorando produtos e serviços competitivos, composta de colaboradores qualificados e capazes de atender e satisfazer clientes cada vez mais exigentes e seletivos.
               Com isto, ganha o empresário que terá a excelência no atendimento, a fidelização do cliente e tendo como resultado o aumento do seu ticket médio. Ganha o funcionário que estará preparado para novos desafios dentro e fora da organização.

               Inovar é preciso. Qualificar é primordial!

Vanderlei S. Mendonça
Graduado em Propaganda e Marketing,
pós-graduado em Gestão do Varejo e Gerente do SENAC Varejo/MT
Artigo publicado na Revista do Varejista/MT – Maio 2011